Quanto tempo dura a eternidade?

Interessante observar como na manhã de Domingo de Páscoa, todas as personagens envolvidas na cena da ressurreição correm! O Evangelho de João nos diz que Maria Madalena havia ido ao sepulcro “bem de madrugada quando ainda estava escuro” e vendo que a pedra tinha sido rolada do túmulo, saiu correndo para contar aos discípulos. Quando Pedro e João recebem a notícia, saem correndo em direção ao sepulcro, e o texto diz que João correu mais depressa que Pedro, mas não entrou para que Pedro pudesse averiguar primeiro. Porque tanto movimento nesta cena do Evangelho? Porque tanta correria?

E a resposta não é muito difícil de ser deduzida! Por quê? Porque o amor tem pressa! Sim! Quem ama procura o amado, e por isso, corre! A espera da pessoa amada ausente parece que não tem fim! É tal como descrevia Antoine de Sain´t Exuperry em sua magna obra: “O Pequeno Príncipe”: “Se dizes que vens, por exemplo, às 4 da tarde, desde as 3 eu começarei a ser feliz”. Realmente, o fato de saber que a pessoa amada chegará, já torna as horas precedentes, mais felizes! Por isso gosto de afirmar: somente quem ama vence o tempo! E vence-o porque já experimenta no tempo, uma dimensão da eternidade. Trata-se de “Terra” com sabor de “Céu”.

A Grécia Antiga, a Hélade berço da Civilização Ocidental, tinha uma visão horripilante do tempo. Em sua mitologia, o tempo, chamado de Cronos (até hoje usamos “cronometrar”, “cronômetro”) era um monstro terrível e implacável que a tudo e a todos devorava com sua monstruosa bocarra.

Mais pertinho de nós, o sagaz Mário Quintana, certa vez escreveu sobre o relógio de parede referindo-se a ele como a um animal perigoso e feroz: “O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede: conheço um que já devorou três gerações da minha família….”

O grande literato Carlos Drummond de Andrade dizia numa irônica constatação: “nós matamos o tempo e o tempo nos enterra!”

Fiz a descoberta de que existe um tempo “real” marcado pelo cronômetro, e outro sem medida que eu chamo de cronos psikicos, isto é, o “tempo da alma”. Explico: quanto seriam 20 minutos na sala de espera do dentista esperando para ser atendido? Bom… no cronômetro, simplesmente 20 minutos, mas na alma? 1 hora ou mais! E 15 minutos na fila do banco esperando chegar a sua senha? Talvez umas 2 horas…

Lembro-me de certa feita quando um jovem perguntou a um santo cardeal quanto tempo duraria uma missa, ao que o cardeal lhe respondeu devolvendo uma pergunta: quanto tempo demora um beijo entre apaixonados? Achei a resposta deveras inteligente, pois beijos e abraços sinceros não são quantificados por minutos e segundos, mas pela intensidade! Assim, lembro-me de outro pensador que corajosamente dizia: “Não é a Missa que é longa, é teu amor que é curto!”

Novamente parafraseio Carlos Drummond quando lhe perguntaram o que seria “eterno”, ao que ele respondeu de forma brilhante: “Eterno? É tudo aquilo que dura uma fração de segundos, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata!”

Assim, podemos citar o exemplo que um dia um pai de família, apaixonado por montanha russa me disse: gosto tanto de montanha russa que a subida e a descida para mim duram apenas alguns segundos, já para minha esposa, segundo ela mesma, dura uma eternidade, pois, tem pavor! De fato, quando se faz algo de que se gosta, o tempo deixa de ser um elemento que conta, é quase como se ele não estivesse mais presente! Sim! Só quem ama vence o tempo!

O que seria então a eternidade de acordo com o pensamento cristão? Digamos utilizando-nos de metáfora que a eternidade seria um “lugar” onde o tempo simplesmente não existe. Santo Agostinho diz ser ela um “grande presente”, isto é, onde não há “ontem”, nem “amanhã”, lá é sempre hoje! Para Deus é sempre hoje! Não é à toa que a Bíblia diz “é hoje o tempo da salvação”, e alhures, “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”.

Certa vez alguém me perguntou se as pessoas que já se foram desta vida, e portanto, fizeram sua páscoa, não estariam um pouquinho tristes porque estariam sentindo nossa falta lá no Céu. Bem… eu diria: se elas estão fazendo o que mais gostam, ou melhor, fazendo o que nasceram para fazer que é adorar o Deus vivo para O qual foram criadas, um dia, quando lá nós também chegarmos, elas nos dirão surpresas: Nossa! Você já chegou? Que alegria! Pois, como existiria o tempo no Céu, se lá só se ama?

Porém, como aceitar e entender se isto rompe com a lógica humana? Bom… primeiro lembremo-nos do velho Shakespeare que afirma que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”, ou seja, o amor vence inclusive a lógica, por isso, a linguagem da cruz (linguagem do amor por excelência) é loucura! Eu diria que quem ama entende! Uma hora ao lado da pessoa amada, seria mais ou menos 5 segundos, porque todo tempo do mundo nesse caso, ainda seria pouco! É por isso que quem ama precisa de “eternidade”. Fica até mais fácil compreender porque para Deus o tempo não existe e porque Ele é eterno, afinal, Ele é amor!

Não é por acaso que os apaixonados não sentem o tempo passar, e depois de casados, celebrando bodas de outro se entreolham e dizem: parece que foi ontem! Bem aventurados os que amam, porque estes vencem o tempo!

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Incêndios, violência e rolezinhos… o que está acontecendo?

Hoje deparei-me com as tristes notícias de que vagões e também agências bancárias foram incendiados em Sorocaba por adolescentes!

Quando escrevi o artigo defendendo a família como base, e que os pais não devem ser somente amigos de seus filhos, mas exercerem autoridade paterna, fui duramente criticado aqui neste espaço… bom a intenção do texto era incomodar mesmo e suscitar reflexão.

Tudo o que esta acontecendo em Sorocaba e mundo afora tem duas (2) causas: a família dilacerada, e a falta de religião!

Eu promovo dois eventos religiosos na Cidade de Sorocaba que atraem 10 mil pessoas. Um no dia 1º. de Maio que é o dia do Trabalhador e outro em Dezembro que é a Consagração dos sonhos do novo ano a Deus.

Antigamente, a Prefeitura bancava água, banheiros químicos, ambulância, enfim, contribuía com uma boa parte da estrutura. Hoje, sob a afirmação de que “o estado é laico”, a Prefeitura não move uma palha e fazer um evento deste porte custa muito. Mas se a atividade for esportiva, ou uma passeata gay que é considerada como “cultural” (não sei onde?) aí a Prefeitura banca uma boa parte do evento!

Bom… estamos colhendo os frutos de um Estado que virou as costas para Deus! Há um pensamento que diz: “se deres as costas à luz, nada mais verás do que tua própria sombra”. A Palavra diz: “Deus é luz e nele não treva alguma”. Uma sociedade que vira as costas a Deus, nada mais vê do que suas próprias sombras!

Antes, Shopping era sinônimo de segurança, agora com os “rolezinhos” do homem em crise, os santuários do Capitalismo que são os Shoppings, já não são mais lugares seguros! Ônibus são incendiados, patrimônios depredados…

Um filósofo alemão chamado Von Baltazar, dizia uma grande verdade: “Se Deus não existe, então tudo é permitido”. Está aí sociedade! Teus filhos ateus e “atoas”! A culpa é tua! Você criou monstros! E… quem pariu Mateus, que o embale!

***

 

Pai e Mãe, pra que?

Jean-Pier Delaume-Myard, porta-voz da associação francesa Homovox, se pronuncia em defesa da família natural. Jean é declaradamente homossexual, mas o lobby gay o considera um traidor. Seu crime: achar que o casamento é prerrogativa exclusiva do casal formado por um homem e uma mulher e, principalmente, defender o direito das crianças a ser criadas por pai e mãe.

A recente notícia despertou em mim algumas memórias dos tempos de faculdade e também dos bastidores da vida aos quais nós padres temos constante acesso. Lembrei-me, por exemplo, da interessante visão de Carl Gustav Iung que dizia que na família, a mãe é como a bocarra de um hipopótamo pronta para fechar e “engolir” o filho, já o pai, seria a cuia, a tala colocada na boca do hipopótamo e que a impede de fechar.

Explico com exemplos do quotidiano: o moleque faz arte, excede o limite de velocidade ao dirigir, e quando chega a multa, já sendo impossível de esconder, mostra-a à mãe. Esta se indigna, mas para que o “menino” não perca a carta, até se dispõe a passar os pontos em sua carteira. Quando o pai descobre, faz de tudo para que o garoto arque com as consequências para que se torne um homem. Bom, era assim que Iung entedia o “funcionamento” de uma família.

Hoje os papéis estão todos invertidos! Que crise existencial vive o homem contemporâneo, e é claro, a família! Vemos hoje um número crescente de pais adolescentes tardios, que não são pai do garoto, ou garota, mas simplesmente o “amigo”, uma vez que não conseguem exercer a autoridade paterna.

O número dos chamados metrossexuais cresce à vista! Trata-se de homens que passam horas em frente ao espelho num culto idolátrico do corpo, no cuidado exagerado com a pele e o cabelo, e constantemente tiram fotos de si mesmos sem camisa e com a cueca aparecendo, a maioria nem percebendo o quanto estão sendo feminilizados pela dita “cultura gay”. Sim! Os homens (mesmo os héteros) estão sendo feminilizados! O homem de nossos tempos está desaprendendo a ser homem!

Desde a tenra idade, o menino se identifica com brincadeiras que despertem nele o instinto da proteção: polícia, super-heróis, brincadeiras de lutinhas… Já a menina, brinca com aquilo que desperta nela o instinto da maternidade e do “ser cuidada”: boneca, casinha…

O menino vê no pai, uma espécie de super-herói, e não raro, brinca com ele de medir força, de futebol… A menina, vê na mãe um espelho. Não é raro a mãe surpreende-la toda maquiada, tentando se equilibrar num salto alto a todo custo…

Na ausência de um desses imprescindíveis progenitores, a vida psíquica da criança pode ser profundamente abalada, podendo gerar nela uma terrível crise de identidade.

Assim, temos testemunhos estarrecedores da área da psicologia. Por exemplo, no caso de um menino cujo pai era ausente, violento com a mãe e alcoólatra, tal condição pode passar inconscientemente à criança, a mensagem de que ser homem não é bom, pois, a imagem do pai para ele é fraca. Por outro lado, o menino carece do carinho masculino (a saudável bocarra de Iung) e tendo um verdadeiro abismo a ser preenchido nesta área, poderá passar a vida a buscar em outros homens, mesmo no contato sexual, o carinho que nunca pudera obter. Ledo engano, porque nunca encontrará e mudará de parceiro durante toda a vida. É por isso que a maioria dos homossexuais é promíscua, porque grande parte, busca no outro, aquilo que o outro não pode dar! Para o desnutrido emocional, TUDO será POUCO!

Lembro-me de um fato de anos atrás… uma menina, cujo pai era dependente químico, alcoólatra e terrivelmente fraco em casa a ponto de não tomar as principais decisões familiares. Sua mãe era uma guerreira, católica fervorosa, carregava a família toda nos ombros. A menina, inconscientemente, passou a interpretar que os homens são fracos, incapazes, e que as mulheres são admiráveis, invencíveis. Bom, o fato é que a menina, nunca conseguiu se relacionar com meninos, mas buscava outras meninas psicologicamente mais fracas para “protege-las”, ou seja, para ser a mãe que ela teve, ou tentar ser o pai que ela não teve!

Temos também infelizmente, a terrível chaga de nossa sociedade que é a pedofilia. Estudos atuais chegam à conclusão de que, não raro, o adulto pedófilo fora um menino (ou menina) rejeitado pela família, de baixa autoestima. Aquele que até mesmo na escola, ficava num canto do pátio, pois, a falta de espaço em casa para ser ouvido, aceito e amado, fez dele um introvertido em todas as áreas. Não tendo o carinho do pai (no caso do menino) na primeira infância, não trabalhando este “traumaton” (palavra grega que quer dizer ferida) e nos chegou na língua portuguesa como “trauma”, quando adulto, num ato doentio, busca dar às crianças o “carinho” não obtido (claro que um carinho patológico) por meio de presentes e num gesto sandio, até do abuso sexual.

O número de exemplos reais que aqui poderiam ser dados seria incontável, mas coloquei estes, não para julgar, mas para que o leitor se questione sobre o que está acontecendo com o homem contemporâneo e perceba que quando a família e sua estrutura é atacada, a humanidade toda está em risco.

É por isso que Jean, declaradamente homossexual, luta para que surja uma política mundial que salvaguarde a família, pois tem consciência que o tal “direito gay” que luta pelo casamento homossexual, tem como pano de fundo, não o respeito aos homossexuais, mas o ataque à família numa verdadeira ditadura de uma minoria desequilibrada. A família, (e nem  mesmo a escola que também, é importante) ainda é o melhor lugar para se crescer, ser educado, enfim, tornar-se gente! Essa é que é a verdade!

Padre Wagner Lopes Ruivo

O único Carpinteiro que é Rei de que se tem notícia…

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Há um filme divertido e inteligente chamado “Click”, no qual o protagonista Adam Sandler interpreta Michael, um pai de família que recebe um controle remoto mágico que lhe permite voltar ao passado, pular fatos indesejados e ir ao futuro. Só tem um ‘porém’, Michael não pode mudar seu passado.

Quem alguma vez na vida já não disse para si mesmo: “Ah! Se eu pudesse voltar e mudar meu passado”, ou “ah! Se arrependimento matasse”, ou “porque eu não aproveitei aquela oportunidade?”

Quando olhamos para Cristo crucificado ao lado de dois ladrões, não sabemos quais crimes aqueles malfeitores cometeram, mas uma coisa é certa, não deve ter sido nada leve, porque a morte de cruz era a mais alta punição romana. O mais incrível, porém, é a frase de Jesus que o bandido arrependido, Dimas, ouve: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso”.

Mesmo não sabendo quais foram seus pecados, uma coisa nós podemos dizer: tudo foi apagado! E como? Há algo muito mais poderoso que o controle do “Click”, é a cruz de Jesus! A Cruz é poderosa, pois está banhada pelo Sangue do Cordeiro, e este Preciosíssimo Sangue apaga todos os nossos pecados!

Há um outro filme, mas este brasileiro, lançado recentemente, chamado: “Meu passado me condena”. O nome deste filme é interessante, pois há muitos que se condenam por algo que cometeram lá atrás. Lembro-me de uma moça que um dia me procurou chorando porque na juventude havia feito um aborto. Sem dúvida, o que ela cometeu foi muito grave, mas a moça me dizia já ter se confessado e chorava amargamente de arrependimento. Ora, Deus já havia perdoado aquela jovem, mas agora faltava talvez o mais difícil, a moça se perdoar! Deus já te perdoou, agora só falta você!

Dimas estava pregado, não havia a mínima possibilidade de escapar da cruz, quando descessem seu corpo dali, iria para a sepultura, mas olhando para o homem Deus que agonizava, que morria para que Dimas, eu e você não morrêssemos, o ladrão arrependido entendeu o que dizia aqueles olhos de um Deus poderosamente fraco por amor: “Se algum dia você se sentir num buraco, sorria, afinal, ainda não jogaram terra em cima”!

Há uma música popular de um grupo de RAP contemporâneo chamado Racionais MCs que bem ilustra o que acontecia naquele momento: “aos 45 do segundo tempo, arrependido, salvo é Dimas, o bandido”. Muitas pessoas lutam e já perdem suas forças porque sentem que estão perdendo de lavada, já se sentem no segundo tempo do jogo chamado vida, quiçá do ano que se finda. É aí que nascem aquelas frases: “esse restinho de ano não dá mais nada”, ou o pior são aqueles que já dizem entregando os pontos: “esse restinho de minha vida já não dá mais nada”. Mesmo no segundo tempo, talvez na prorrogação, Jesus vira o jogo! Ele sempre vira!

A frase de Dimas também é muitíssimo interessante, começa com: “Lembra-te de mim…”. Ora, lembrar o que? Dimas não tinha um passado que valesse a pena ser lembrado. Aqui está a mais importante lição do ladrão convertido! Dimas aprendeu que não tinha um passado que valesse a pena ser lembrado, mas ele tinha um presente, talvez de uns 5 minutos, mas tinha um presente! Aprenda aqui com o ex-ladrão: Ninguém vai ser condenado por causa do passado, se algum dia você se perder, será porque não aproveitou o seu presente! Hoje é o tempo da salvação! Só há dois dias no ano em que você não pode fazer absolutamente nada para ser feliz: ontem e amanhã!

Mas ainda há quem diga: “é… mas o que eu fiz não tem conserto”! Ora, você se lembra qual era a profissão de Jesus? Carpinteiro! Ele vivia consertando portas, móveis… vivia utilizando-se de pregos, martelo e madeira. E como ele morre? Morre com as ferramentas de seu trabalho: prego, martelo e madeira! Mas porque morre com as mesmas ferramentas de um carpinteiro? Porque morre consertando o mundo, morre consertando o homem! Morre consertando você! Então o que fez tem conserto? Sim! A sua vida tem conserto? Sim! Divino Rei Carpinteiro, conserta em mim tudo aquilo que está torto e não está de acordo com vossa santa vontade! Amém!

Pe. Wagner Lopes Ruivo

Bom… perguntaram… o padre responde…

Quando sua vocação despertou?,

Bom…. um dia… após eu e meus pais termos sido despejados de um cortiço por falta de pagamento, porque meu papai era alcoólatra e não pôde pagar, fomos parar numa casa em construção que há muito meu pai havia comprado. Um cômodo construído, sem saneamento básico, sem energia… lá meu pai, encontrou outro bar (é claro).

Minha mãe, às vezes me mandava ver se meu pai estava no bar, pois se estivesse, teria pancadaria… eu pegava minha bicicletinha e ia… torcendo para que ele não estivesse! Mas, infelizmente, ele sempre estava!

Mas um dia algo aconteceu! Minha mãe como sempre me mandou ir lá, e realmente ele estava… mas naquele dia, ele me tomou pela mão e surpreendentemente me levou à Igreja da esquina, o nome era Nossa Senhora de Guadalupe! Ficamos para fora, a igrejinha estava lotada… vi o padre celebrar com entusiasmo! Para mim mais parecia um “super-herói” com aquela roupa! (mais tarde fui entender que um padre ajuda a salvar almas). Naquela noite eu disse para mim mesmo: “Está aí o que eu quero ser para o resto de minha vida”! Disse isto ao meu pai que, claro, achou coisa de criança! Mas o fato é que o desejo nunca passou… e o sonho mais tarde se realizou! Nunca namorei, tinha aquele chamado como meta!

Qual a caminhada até hoje?

Assim, após duas faculdades no tempo de Seminário que durou cerca de 8 anos, fiquei padre aos 13 de Abril de 2008, pouco depois da morte de meu pai que muito queria ver este dia, mas viu da janela do céu de “camarote”!

Então fui padre vigário (padre auxiliar) na Catedral, o que foi uma escola para mim! Dei aulas de Teologia no Curso Livre de Teologia para leigos, aulas de Latim no Instituto Superior de Teologia João Paulo II, depois Deus me deu a graça de ficar pároco da S. José Operário (no início com 8 comunidades, hoje com 3) e nesta maravilhosa Paróquia estou há quase 5 anos. Gravei um CD neste ano com composições de minha autoria; apresento um programa de Rádio há cerca de 5 anos; um programa de TV na TV Votorantim, escrevo artigos de vez em quando para jornais; estou escrevendo um livro (sem pressa) que na verdade é um romance; construindo uma Igreja que será um Santuário… e por aí vai… servindo ao Senhor!

  Como tem acontecido no seu dia a dia?. Sobre os seu estudos até aqui, as línguas que domina, como é ser padre tão jovem, como vê o seu apostolado.

Até o presente momento, com 30 anos de idade, sou bacharel em Filosofia e Teologia. Não digo que falo os idiomas que elenco em seguida, mas “me viro”, estudo sempre: Inglês, Espanhol, Italiano, Francês, Alemão, Hebraico, Grego e Latim.

Sou padre novo, cometo alguns erros em minhas decisões, mas permito-me errar! Aprendi que a experiência dos erros é tão importante quanto à experiência dos acertos! E na verdade, sou um eterno aprendiz! Quando vejo um padre mais velho, digo lá dentro de mim com profundo respeito e admiração: “Senhor, me ajude a chegar onde ele chegou, e a ser fiel como ele está sendo!”

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Otimismo ou Pessimismo?

Há quem diga que o otimista tem um “que” de ingênuo e que tenderá à frustração por esperar mais do que a realidade poderá lhe dar. Eu digo que não! Sabe por quê? O pessimista sofre por antecedência, afinal, ele já espera que as coisas não saiam bem, e quando elas realmente não saem, comprovando suas expectativas, lá no fundo, ele sofre de novo. Dor duplicada.

Já o otimista, pelo menos, não sofre por antecedência, sofre uma vez só. E logo menos, está sonhando de novo. Há quem diga que a felicidade está na espera, não no alvo. No fundo, o simples fato de esperar, já lhe deu felicidade. A espera, muitas vezes, dá mais felicidade que a própria conquista! O caminho pode ser bem mais interessante que o endereço. Na verdade, o pessimista é alguém derrotado antes mesmo que o combate comece!

Que não nos falte a virtude teologal da esperança! Porém, como dizia Paulo Freire, que seja esperança do verbo “esperançar”, não do verbo “esperar”, porque esta, muitas vezes nos deixa numa postura passiva, estática, lacônica… E depois, como dizia o poeta: ” a vida é como um dever da escola que a gente traz para a casa, e quando vê… já são 6 horas…

Pe. Wagner Lopes Ruivo

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Realidade versus Idealização

Às vezes me vêm à mente aquelas histórias infantis que sempre terminavam em “e foram e felizes para sempre”. Nestas tais histórias, a tristeza e a dificuldade se limitavam sempre a ficar na entrada da porta, mas nunca do lado de dentro.

Hoje, aos 30, cheguei à conclusão de que fomos treinados, desde pequenos, a idealizar e a nos relacionar com os outros por mera idealização.

Lembro-me de um episódio real no qual uma mulher, depois de alguns anos casada, numa situação já insustentável dentro daquele matrimônio, disse ao marido: “Você não é mais a pessoa com a qual me casei”. Ao que ele respondeu de imediato: “Mas eu nunca fui”!

Ah! Quase todas as nossas frustrações vem dessa mania de gostar não de quem a pessoa realmente é, mas de quem nós gostaríamos que ela fosse. Ah! Platonismo doentio! Nós formamos a pessoa para que ela seja exatamente como nós planejamos! E o pior não é só isso, porque às vezes, a pessoa percebe esse jogo letal, e para não nos perder, interpreta o papel que nós, arrogantes e tiranos ‘diretores”, lhe outorgamos! Acontece que n inguém consegue ficar em cima do palco por muito tempo. E por isso mesmo, um casamento, ou amizade assim, não resistirá à prova do tempo.

O castelo de cartas se esboroa quando, geralmente, a pessoa diz frases do tipo: “Ah! Mas eu achei que…”, ou, “Ah! Mas eu esperava que você…” Fatídica mania de lançar tantas expectativas no outro e exigir que ele retribua! O amor está longe de ser isso, porque implica gratuidade. A fórmula é mais ou menos assim: “Menos expectativas é igual a menos decepções!”

Como temos medo do real! Quer uma prova? Hoje tiramos pelos menos umas quatro fotos da mesma cena no celular para escolher a “melhor”. E depois utilizamos um recurso do celular, ou do instagram chamado “filtro” para “melhorar” ainda mais! Ou seja, maquiamos a realidade já que a achamos insuportável. Oferecemos em nossas redes sociais uma versão melhorada de nós mesmos para os outros.

Então, às vezes, a pessoa está frustrada ou com medo da realidade, e como fuga, visita as redes sociais. E o que encontra? Pessoas “felizes”. Na baladas, ou realizadas com seus namorados, todas elas “melhoradas”, até porque nem elas mesmas suportam a realidade. Aí, a pessoa que já está se sentindo fracassada sente-se tão pior, porque afinal está todo mundo “feliz”, que entra em surto psicótico. Passa a achar que todo mundo está melhor que ela. Acontece que as pessoas das tais fotos também estão desesperadas com a realidade e apenas apresentam uma versão “maquiada” de si mesmas!

Uma religião sadia pode nos ajudar a visitar a realidade e a transcendê-la com a ajuda divina, a tirar os “filtros” e ver a nua e crua realidade, mas aceitar ao mesmo tempo um convite de superação e transformação! O que a sociedade hodierna faz com a realidade, é negá-la como tentativa de resolve-la. Ledo engano! Negar não resolve! Enfrentar com um novo olhar, sim! Por isso mesmo, religião não é coisa de gente alienada ou idiota, é coisa de gente sadia que se depara com o real, e ao mesmo tempo, o transcende e o transfigura!

Pe. Wagner Lopes Ruivo

Festa dos Vivos ou Festa dos Mortos?

Todo dia 31 de Outubro, véspera de Finados (data na qual a Igreja rememora os mortos e reza por eles desde o ano de 998) existe uma festa chamada Halloween, também conhecida aqui no Brasil como o “Dia das Bruxas”. Trata-se de uma espécie de “celebração” que, embora nos tenha chegado dos Estados Unidos, tem sua origem ainda com o povo Celta, há mais de 2300 anos.

Nesta data que ainda não era chamada com o nome que hoje conhecemos, mas sim de “Samhaim”, o povo Celta dizia que os espíritos dos mortos saiam de suas covas e iriam de encontro aos vivos para tomar posse de seus corpos. Os celtas, por medo destas almas, decidiram então colocar em suas casas, de preferência na frente das mesmas, objetos, como caveiras e monstros que pudessem “assustar” estes seres do além.

Com o passar do tempo, os cristãos chegaram à Grã-Bretanha, e os povos que aí viviam converteram-se ao Evangelho, transformando este ritual pagão numa festa religiosa. Em lugar de se honrar espíritos e forças ocultas, este povo começou a honrar os santos. Então, a Festa (pela influência dos irlandeses) ganhou o nome de “All Hallows Evening”, do inglês ipsis literis: “Todos os Santos da tarde” ou seja das vésperas da Festa Cristã de Todos os Santos.

Mas infelizmente, com o passar do tempo a “festa” foi voltando a enaltecer os chamados “espíritos decaídos” ou “condenados”. Hoje, numa sociedade que não acredita no amanhã e que a cada dia vê enfraquecer a virtude teologal da esperança. Num mundo onde a morte parece ser a única certeza, faz-se uma espécie de festa para ela, numa tentativa frustrada de vencê-la pelo sarcasmo, e assim as pessoas se vestem de “zumbis” (não o herói dos Palmares), mas de seres decadentes em putrefação e em farrapos, quase que exteriorizando o vácuo existencial no qual se encontram. Somos a sociedade que quer viver intensamente o momento, porque o “depois” provavelmente não virá. A sociedade que o Papa Francisco bem definiu como da “cultura do provisório”, não do duradouro, muito menos do eterno. Lamentavelmente a sociedade onde se deve “curtir” nem que se morra de overdose.

Já a festa cristã “de todos os Santos” é a Festa da vida! De Jesus que venceu a morte e que nos promete que quem nele crê não morrerá, mas terá a luz da vida. Não é uma festa de seres decadentes e em farrapos dos quais nossos jovens se fantasiam e dançam pela cidade em flashmobs fazendo a festa dos mortos. Não! Mas a festa do que aguardam um corpo glorioso, a coroa imperecível. A festa daqueles que compreederam que o que fazemos em vida, ecoa por toda a eternidade. A festa daqueles que compreenderam que a morte foi vencida e que agora ela é passaporte para ver Deus face a face.

O Santo Francisco de Assis, no leito de morte dizia: a morte, assim como o parto, não é feia, nem bonita. Depende de quem olha e como olha. A criança quando nasce, vem ao ao mundo ensanguentada e chorando, o parto só é bonito aos olhos de quem vê. A morte, também! Esta não é nossa inimiga, e ela nos trata como nós a tratamos, se a tratamos como irmã e como alguém que vai nos levar para Deus, ela nos sorri! Na verdade, a morte é a vida no seu momento mais perfeito. Feita de dor? Sim! Mas existiria vida sem dor? É preciso deixar o rio correr para o mar. Mas talvez você pergunte: se o rio desembocar no mar, nao deixaria de ser rio? Responde o Santo: Não! apenas deixa de correr e agora existe plenamente, afinal, nasceu justamente para isso!

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UM VERDADEIRO MILAGRE ACONTECEU…

Criança nasceria com problemas e corria o risco até de nascer morta e mão também ir a óbito, o médico pediu um ultrassom, mas antes ela foi visitar Jesus no Santíssimo e orou por sua vida e a da criança, e além da criança ser curada, o ROSTO DE CRISTO apareceu no ultrassou colado à barriga da mãe! Você acredita? Veja…

rosto de Cristo

HISTORIA:

Uma fiel de nossa comunidade, quando engravidou de seu segundo filho, o médico avisou que sua gravidez seria de alto risco e que provavelmente a criança nasceria com complicação, podendo ser arriscado tanto para mãe quanto para a criança. A mãe se ficou muito nervosa, pois desejava muito ter esse filho… Saiu do consultório com o pedido de ultrasom nas mãos e antes de ir fazer o exame, foi até a …capela do Santíssimo e entregou sua vida e da criança nas maos de Deus. No mesmo dia fez o exame, alguns dias após ela voltou ao médico com o resultado. Assim que o médico abriu, ele constatou algo nunca visto, a imagem do rosto de Cristo encostado na placenta, e o resultado era milagroso, pois o exame estava tudo normal! O médico emocionado perguntou a mãe: — A senhora acredita em milagres? Ela disse que sim! E ele continuou: —Pois acabei de constatar um milagre na sua vida e na do seu filho! Hoje a Criança tem 2 anos, e tem o Nome de Maria de Fátima, em homenagem a Santa!

QUARTETO DE UM PADRE SÓ!

Pois é… já cantou no banheiro? rsrs veja como às vezes, instrumento é perfeitamente dispensável!

NO DIA DA MISSA DE SÃO JOSÉ NO PARQUE DAS ÁGUAS HOUVE NO CÉU UMA ESTRELA CADENTE COMO PODE SER VISTA ACIMA DOS FOGOS…

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TESTEMUNHOS DE SÃO JOSÉ E DO SAQUINHO:

Eu, Padre Wagner tenho um testemunho para dar…

Minha prima, que não participa da Igreja, havia alugado uma casa para morar com seu marido e filho que é meu afilhado. Ela havia conseguido emprego e tudo corria bem, porém, as brigas começaram em sua casa, o marido foi embora com outra, perdeu o emprego e após um tempo sem pagar o aluguel, ela e meu afilhado iam ser despejados…

Eram os dias da Festa de S. José no 1º. de Maio e minha mãe havia colocado o pedido no saquinho de S. José pela manhã!

Neste dia, eu tinha uma Missa em outra Cidade e logo que terminei a Missa uma senhora veio me dar uma quantidade em dinheiro e eu disse que jamais cobro por missas, mas ela, sem saber nada me disse: Você deve aceitar porque não é para você!

Até parecia que ela sabia… aceitei e peguei o envelope deixando-o aos cuidados do seminarista Rogério…

Quando cheguei em casa, minha mãe não estava, eu o seminarista abrimos o envelope e dentro dele estava o valor do aluguel! Liguei para minha mãe com muita alegria para lhe dar a noticia!

S. José não nos deixa desamparados porque ele que cuidou da Sagrada Família sabe do que precisamos!

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UMA DÍVIDA DE ANOS…

Uma Senhora de nossa Paróquia tinha uma dívida humanamente impagável que havia adquirido num momento de grande dificuldade, quando ser filho ainda era bebê… os anos passaram, seu filho hoje é de maior e ela nunca vislumbrava a possibilidade de pagar esta imensa dívida de anos. Sofreu por todos esses anos sem poder comprar nada em seu próprio nome!

Crendo na providência do Guardião da Sagrada Família S. José, confiou-se a Deus e um parente ligou para ela comprometendo-se a pagar toda a dívida contanto que ela pagasse aos poucos como pudesse! Qual não foi sua grande alegria ao receber este carinho de S. José neste ano!

Twitter do Padre: @padrewagner SIGA!

PADRE WAGNER DÁ ENTREVISTA NA GLOBO E É CHAMADO DE “PADRE HIGH TECH” VEJA NO LINK ABAIXO:

http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/sorocaba-jundiai/tem-noticias-1edicao/t/edicoes/v/tecnologia-muda-estrategias-das-empresas-para-atender-ao-publico-moderno/2449998/

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ASSISTA MEU PROGRAMA DE TV: “COISAS DAS VIDA”

TEMA DE HOJE: “Relacionamentos possessivos”. Depois que uma pessoa vai embora, muita gente fica dependente a espera de um celular que vai tocar ou de um sms que nunca chega. O QUE FAZER? Tem jeito? ASSISTA!

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*O Programa é exibido toda terça às 21h no Canal 10, na TV Votorantim e no mesmo dia e horário para todo o mundo em: www.tvvotorantim.com.br

Foi no Retiro de Carnaval 2013? Se sim, reviva este momento, se não, viva ouvindo a Pregação e a MÚSICA INÉDITA DO PE. WAGNER

http://www.dvdcristao.com.br/webradio/index.php/audio/54-xxv-retiro-de-carnaval

Padre Wagner compõe música em homenagem ao Papa Bento XVI